Get your own free workspace
View
 

FrontPage

Page history last edited by Miriam 2 years, 10 months ago

 

 

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Programa de Pós-Graduação em Educação

Seminário Avançado:

Teorias e Perspectivas para a pesquisa em Educação a Distância

Profa. Marie Jane Carvalho

 Aluna: Miriam Noering Klemann

 

 

Atividade [1]

 

Este jogo eu realizei com alunos do Ensino Fundamental (2º  ano) após ter sido trabalhado unidades e dezenas  até 99. É uma atividade bem específica, muito simples,  numa situação de aprendizagem em contexto escolar

 

Jogo QUAL É O NÚMERO:

Endereço:

 

 

 

 

 

http://www.cercifaf.org.pt/mosaico.edu/ca/index_ca.htm

 

 

 

Objetivo:

*descobrir qual o número de 0 a 100 em até 10 tentativas.

 

Público:

*crianças do Ensino Fundamental (2º  ano)

 

 

Área:

*matemática/ raciocínio

 

 

Pré-requisitos:

*conhecimento números até 100;

*seqüência dos números;

* noções sobre MAIOR e MENOR;

 

Respondendo: Uma aprendizagem acontece quando...

Neste caso quando a criança consegue acertar não apenas por tentativas, mas também raciocina, estabelece parâmetros e posição para cada número sorteado. A prova disso ficará claro através da observação e do próprio depoimento do aluno.

 

 

 

 

Proposta da minha pesquisa:

AVALIANDO PRODUÇÕES TEXTUAIS

ATRAVÉS DO USO DA FERRAMENTA SOBEK 

 

 

Pesquisa de mestrado do curso de Pós-Graduação em Educação, linha de pesquisa Informática na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a qual busca investigar o uso de uma ferramenta tecnológica para apoio à produção textual, chamada SOBEK. Esta ferramenta  auxilia professor e aluno a avaliar a relação entre termos/conceitos nas produções textuais, gerando grafos ao extrair os principais termos utilizados no texto. A partir destes grafos, se identifica a relação existente entre os termos/conceitos apresentados no texto. Esta ferramenta permite [1] ao professor avaliar as dificuldades de cada aluno através da identificação de algumas categorias (coesão e coerência do texto, repetição, relacionamento entre conceitos); criar estratégias adequadas para que o aluno avance; [2] ao aluno refletir a partir do que lhe é apresentado pela ferramenta e assim melhorar e avançar  no processo de produção textual alcançando os objetivos propostos.

Desta forma justifico a escolha da proposta de tese abaixo:

 

Título:

 

Um recurso de apoio para acompanhamento da participação e contribuição do aluno na construção de textos coletivos

 

ALEXANDRA LORANDI  MACEDO

 

Proposta de tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, da UFRGS, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Informática na Educação.

Orientadora: Profa. Dra. Patricia Alejandra Behar

Co-orientador: Prof. Dr. Eliseo Berni Reategui

Porto Alegre, junho de 2008

 

 

Este estudo integra a linha de pesquisa “Ambientes Informatizados e Ensino a Distância” do curso de doutorado em Informática na Educação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Nele, propõe-se o desenvolvimento de um recurso computacional para o acompanhamento, feito pelo professor, da participação e contribuição do aluno na construção de textos coletivos.

 

RESUMO

A grande quantidade de recursos tecnológicos e científicos disponibilizados ao campo educacional, proporciona uma estrutura qualitativamente melhor do que a oferecida até pouco tempo atrás. O exponencial crescimento na facilidade de acesso à informação torna necessário um processo de aprendizagem contínuo na vida de cada indivíduo. Nesse sentido, a troca de idéias e a produção coletiva mostram-se, cada vez mais, uma alternativa viável para alcançar um maior nível de domínio teórico/prático. Para atender esta demanda foram desenvolvidas tecnologias que suportam a interação entre alunos, a construção coletiva. Porém, este cenário apresenta um problema emergente, a sobrecarga de trabalho do professor que é responsável pela mediação, acompanhamento, comentários de uma turma de alunos que agora, sem as limitações físicas, geralmente é maior do que as do ambiente presencial.

Diante disso, o objetivo deste estudo é propor um recurso computacional que auxilie no acompanhamento, por parte do professor, da participação e contribuição do aluno na construção de textos coletivos.

Capítulo  1

1.1 O cenário

A qualificação, a capacidade de agir e resolver problemas de forma ativa e coerente, interagindo e proporcionando situações favoráveis para aprendizagem dos estudantes, traça algumas das principais características do profissional da educação nos dias atuais. Os constantes avanços tecnológicos e científicos oferecem estrutura e recursos de suporte para a área educacional, então é necessário  redefinição do perfil de profissionais para dar conta desta demanda.

1.2 As questões que dinamizam esta pesquisa

Conforme Macedo, este estudo originou-se de uma necessidade identificada a partir da prática pedagógica  no Editor de Texto Coletivo (ETC: www.nuted.edu.ufrgs.br/etc). Na ocasião, alguns pesquisadores do NUTED (Núcleo de Tecnologia Digital aplicada à Educação - www.nuted.edu.ufrgs.br), desenvolveram uma oficina sobre Tecnologia de Suporte ao Trabalho Coletivo. O desenrolar desta ação apresentou um cenário um tanto conflituoso para o acompanhamento da participação e da contribuição dos alunos na produção dos textos coletivos. Destaca que a dificuldade encontrada é oriunda da falta de recursos que auxiliem o acompanhamento das produções dos alunos que se envolvem ativamente no  processo, que contribuem, negociam, constroem e reconstroem a escrita de forma permanente.

Esse movimento de construção é necessário e altamente positivo e aponta as características do trabalho em conjunto. Essa prática por sua vez gera um alto volume de informações oriundas da interação entre os alunos e acarreta ao professor uma grande demanda de trabalho e de tempo para acompanhamento.

Objetivo Geral do projeto:

Desenvolver um recurso que seja capaz de oferecer ao professor informações acerca da participação e contribuição do aluno no processo de escrita coletiva.

O projeto estruturou-se da seguinte forma:

Capítulo  2. PRODUÇÃO COLETIVA APOIADA POR COMPUTADOR

Este capítulo tem por objetivo situar o objeto deste estudo na área de conhecimento que trata dos recursos computacionais que sustentam uma produção coletiva na Web. Apresenta estudos que constituem a fundamentação teórica sobre a produção coletiva apoiada por computador e situa o Editor de Texto nesta área de conhecimento.

Capítulo 3. FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS QUE AUXILIAM NO

ACOMPANHAMENTO DA PRODUÇÃO DO ALUNO

Apresenta algumas ferramentas computacionais de auxílio ao acompanhamento do fluxo de informações em ambientes virtuais de aprendizagem e segue com a apresentação de alguns editores de texto coletivos, com foco especial no ETC, destacando também seus recursos de acompanhamento da produção coletiva.

Capítulo 4. SUPORTE TECNOLÓGICO

Este capítulo trata do suporte tecnológico e apresenta o recurso de Mineração de Textos a ser integrado neste estudo em função do novo cenário apresentado pelo ambiente de educação a distância. A EaD, por comportar um grande número de alunos que interagem e produzem de forma dinâmica e intensa, geram um alto volume de contribuições oriundas das interações. Os dados provindos das interações refletem na sobrecarga de trabalho do professor que é responsável pelo acompanhamento, comentários e mediações do processo de construção de cada estudante. Esta pesquisa propõe o desenvolvimento de um recurso computacional que apóie o acompanhamento da produção coletiva do aluno, por parte do professor. Uma  técnica que pode ser utilizada é a de Mineração de Textos.

Ferramenta de mineração de textos – SOBEK

Conforme Macedo, SOBEK é uma ferramenta que tem por objetivo facilitar a compreensão de textos, elimina a necessidade de o professor fazer a leitura completa das produções de seus alunos, ou seja, sem ter que lê-los na íntegra.

A ferramenta SOBEK foi construída com base na linguagem de programação Java, e permite trabalhar com textos puros, isto é, sem formatações ou imagens, e pode também minerar textos em formato .doc (Microsoft Word) e .pdf. Pode ser utilizada de duas formas: na mineração direta de textos ou partindo de uma base de conceitos. Ela destaca que, para textos pequenos, o resultado da mineração pode ser insatisfatório uma vez que o número de recorrência dos termos costuma ser baixo.

Seu funcionamento é muito simples: [1] é necessário copiar e colar um texto na interface de entrada de dados e selecionar a opção “minerar texto”. A procura por palavras registra ocorrências de palavras repetidas ou sinônimas no documento, fazendo relações e criando grafos de interação entre elas, expondo os principais conceitos do texto; [2] criação de um banco de conceitos e possíveis relações associativas para ajudar na procura de palavras-chave. Como resposta o software tentará encontrar um maior numero de ligações entre os conceitos.

Capítulo 5. METODOLOGIA

Este capítulo tem por objetivo fazer uma introdução e discussão sobre os princípios previstos nesta pesquisa. Trata-se de uma proposta preliminar que visa oferecer subsídios para acompanhamento, por parte do professor, da participação e contribuição do aluno na construção de textos coletivos. A escrita destaca a descrição de um projeto piloto realizado junto ao NUTED/UFRGS, de onde partiu a construção deste estudo.

5.1 Projeto Piloto

O projeto piloto desenvolvido neste estudo apoiou-se no desenvolvimento e aplicação de um Objeto de Aprendizagem intitulado “Tecnologias de Suporte ao Trabalho Coletivo” . Este objeto foi projetado por uma equipe interdisciplinar (envolvendo educadores, programadores e web designer) e aplicado em turmas de graduação e pós-graduação em Educação e em Informática na Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FACED/PPGEDU/PGIE/UFRGS), em 2006 e 2007.

O objeto em questão reuniu uma gama de eixos teóricos que comportaram as seguintes temáticas: CSCL (Computer Supported Cooperative Learning), CSCW (Computer Supported Cooperative Work), Groupware, Cibercultura, Escrita Coletiva, Interação/Interatividade, Blogs e Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas à Educação. A prática foi desenvolvida com o objetivo de propiciar ao aluno um embasamento teórico/prático necessário para trabalhar com os temas propostos. A partir desta experiência, os alunos desenvolveram uma oficina de aprendizagem (objeto de aprendizagem) para ser utilizada como fonte de pesquisa para outros cursos e disciplinas.

Capítulo 6. CRONOGRAMA

Aborda o cronograma de execução da pesquisa em forma de tabela que apresenta uma estimativa do conjunto de atividades e tempo de execução para o desenvolvimento da pesquisa.

Capítulo 7. REFERÊNCIAS

Reúne as referências utilizadas ao longo do estudo

 

 

O artigo abaixo também merece destaque, pois trata-se de um resumo da proposta de tese apresentada.

Artigo para WCC 2009

Título:

Text-Mining to Support the Evaluation of Texts Produced Collaboratively

 

Alexandra Lorandi Macedo1, Eliseo Reategui1, Alexandre Lorenzatti2, and Patrícia Behar1

1 PPGIE, UFRGS, Av. Paulo Gama, 110 - Porto Alegre/RS - CEP: 90040-060, Brazil, {alorandimacedo, eliseoreategui@}gmail.com; pbehar@terra.com.br

2 PPGCC, UFRGS, Av. Bento Gonçalves, 9500 – 91501-970, Porto Alegre, Brazil, alorenza@gmail.com

 

 

Atividade [3]

NETNOGRAFIA

Explorando e avaliando a atuação do tutor a distância no Fórum de Discussão do Ambiente Moodle no Curso de Formação Docente para EaD: Fundamentos da Educação Online realizado pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC -  no período 18/08/2008 a 15/09/2008.

Fórum: Modelos de EaD e conceitos básicos

Agenda da semana:

... Conceitos Básicos ...

 

Roteiro de Aprendizagem - Módulo 1 Documento PDF

Leitura: O que é educação a distância? Arquivo

Leitura: Modelo de cursos de pós-graduação a distância em cooperação universidade-empresa

                Documento PDF

Fórum: Modelo de EaD e conceitos básicos

Vídeo: Conceitos Básicos Arquivo

Materiais e Atividades Complementares

Leitura: Os modelos educacionais na aprendizagem on-line Arquivo

Vídeo: Perspectivas da EaD no Brasil - Dr. Fredric M. Litto Arquivo

Secretaria de Educação a Distância - MEC Arquivo

Glossário de referências sobre EaD

Relatório de Freqüência - Módulo 1 Tarefa

 

Segunda-feira, 25 agosto 2008, 09:52 – abertura do fórum

Tutor C inicia o fórum:

Na educação a distância o diálogo pedagógico ocorre, normalmente, por meio de tecnologias. Essas tecnologias foram se estruturando historicamente e estão classificadas, na bibliografia da área, fundamentalmente em 5 fases.

Há hoje um grande número de Instituições atuando na EaD e podemos perceber uma diversidade de propostas educativas. Um dos pontos que podemos observar para diferenciá-las e compreender concepções implícitas é por meio da análise da tecnologia adotada e seu uso. Vamos comparar três propostas hipotéticas:

1)            a primeira instituição distribui materiais didáticos em apostilas impressas e disponibiliza um número de telefone e e-mail para esclarecer dúvidas;

2)            outra focaliza o processo em aulas semanais por TV- teleconferência e o aluno pode enviar dúvidas em um bate-papo ou por telefone;

3)            a terceira tem como tecnologia base um Ambiente Virtual disponível na Internet.

Vamos tentar esclarecer e diferenciar aspectos dessas três abordagens:

-De que forma você percebe que o processo educativo se altera?

-Qual a importância atribuída para a interação professor-aluno, aluno-aluno?

-Como você relaciona com o que discutimos sobre educação bancária?

O tutor inicia a discussão do fórum apresentando três situações. A partir destas situações faz os questionamentos de tal forma que os cursistas tiveram que refletir sobre as leituras realizadas e ainda relacionar com as discussões do fórum da semana anterior ( que continuava aberto para discussões). Após algumas postagens dos cursistas, C já faz uma intervenção a partir do comentário de um dos cursistas (P):

Quarta-feira, 27 agosto 2008, 08:34

Oi Colegas!

O P propõe à turma uma reflexão crítica acerca da sigla EaD. Assim, já que nessa semana estamos falando dos conceitos básicos da EaD e baseando-se também nas reflexões que fizemos na semana anterior com os estudos e diálogos sobre o texto "O ato de estudar" de Paulo Freire, reforçamos a seguinte problematização:

Os termos "Educação a Distância" e "Ensino a Distância" são sinônimos? O que vocês acham?

Ahh, além disso, nos conceitos iniciais de EaD que muitos de vocês realizaram (atividade complementar da primeira semana), observamos que muitos denominam EaD como ferramenta. Assim, propomos novamente a seguinte reflexão:

EaD é uma ferramenta? EaD é uma tecnologia?

Já sei, ótimas contribuições estão vindo por aí!!!

Abraços...

C

 

Notar que além de reforçar o comentário do cursista P, o tutor relembra o que já aconteceu durante o curso, retoma a discussão e propõe tópicos novos. Percebe-se que existe uma seqüência no direcionamento das questões esperando comentários e conceitos dos cursistas. O que de fato ocorre, porém ele considera pertinente algumas colocações:

Sexta-feira, 29 agosto 2008, 10:40

Oi Turma!

Ao questioná-los se EaD é uma ferramenta, uma tecnologia achei oportuno que refletissem sobre a diferenciação de termos que muitos de vocês utilizam em suas mensagens e que precisamos nos atentar . Assim, gostaria de esclarecer que:

- a EaD é uma modalidade educativa;

- muitos de vocês utilizam o termo "o EAD" para se referenciar a antiga denominação do nosso ambiente virtual de aprendizagem, o Ambiente EAD UNISC, que foi utilizado aqui na UNISC até julho de 2007 como apoio ao processo de ensino-aprendizagem em cursos presenciais ou a distância.

Desde agosto de 2007, mudamos a plataforma de nosso ambiente virtual de aprendizagem, migramos para a plataforma Moodle e, dessa forma, também mudamos sua denominação para "Sala Virtual EAD UNISC".

Como em nossa turma temos vários colegas que atuam aqui na UNISC temos que ter o cuidado ao utilizarmos esses termos, pois colegas de outras cidades e instituições desconheciam que "antigamente" nosso ambiente virtual de aprendizagem tinha como nome "Ambiente EAD UNISC" e, que esse, era carinhosamente chamado de "o EAD". Assim, sempre que abordarem em suas mensagens o nosso ambiente virtual de aprendizagem procurem nomeá-lo como:

- Sala Virtual EAD UNISC;

- ambiente virtual de aprendizagem;

- Ambiente EAD UNISC (apenas quando quiserem se referenciar ao nosso antigo ambiente virtual).

Ahh, além disso, atenção aos termos:

- a EaD = a educação a distância

- o EaD = o ensino a distância

Agora que foram feitos os esclarecimentos vamos nos atentar à utilização dos termos para que não confundamos EaD (modalidade educativa) com o EAD (ambiente virtual de aprendizagem, ferramenta, tecnologia).

Abraços,

C

Nota-se novamente a atenção do tutor em relação ao que está sendo discutido e apresentado no ambiente. A discussão foi  extremamente válida, muitas interações. Contudo C  acredita ser proveitoso que a Turma forme uma conclusão final do que aqui se discutiu e desta forma propõe uma síntese (que inclusive havia sido sugerido por um dos cursistas).

Segunda-feira, 1 setembro 2008, 11:10

Oi Turma!

As afirmações sobre Ensino e Educação estão muito pertinentes . Assim, vejam abaixo uma breve síntese de algumas das características designadas para cada termo, aqui em nosso fórum:

 

==> Educação:

- cognição;

- vivência;

- envolvimento;

- afetividade;

- troca de experiências;

- diferenças;

- socialização;

- ensinar para a vida;

- ensino-aprendizagem;

- interação;

- compromisso, organização;

- construção;

- colaboração;

==> Ensino:

- transmissão;

- instrução;

- caminho de mão única (transmissor ==> receptor);

- informar;

- passar conteúdos;

 

Nas características enumeradas acima podemos observar que o termo "educação" engloba valores, atitudes e responsabilidades tanto do aluno como do professor, enquanto o termo "ensino" é mais limitado tendo como foco a transmissão de informações. Nesse sentido, nos modelos de EaD baseados na interação freqüente entre os atores do processo educativo, na valorização das vivências, no envolvimento, na afetividade, na troca de experiências, na socialização, na valorização da autonomia, podemos afirmar que "Educação a Distância" seja a denominação mais adequada. Já a denominação "Ensino a Distância" está mais atrelada aos modelos focados no ensino, em um caminho de mão única de um transmissor para o receptor.

Foi bom ver as reflexões apontadas por vocês sobre esses termos, pois tivemos a oportunidade de os analisarmos criticamente para que possamos empregá-los de forma adequada. O estudo de conceitos básicos é essencial para que possamos entender e analisar criticamente de fato os diferentes modelos de EaD existentes por aí.

É isso aí minha Turma!!! Continuemos nossas reflexões sobre EaD!!! Seguimos pensando!!!

Abraço a todos...

C

Cada intervenção do tutor percebe-se uma mensagem carinhosa e convite para prosseguir as discussões sobre o assunto do fórum, o que motiva os cursistas a participarem fazendo com que se sintam envolvidos. O uso de emoticons ou agentes  emocionais é muito interessante, pois representa as expressões de C ao tecer os comentários, seu estado emocional. Notar que quanto mais afetiva é a imagem, mais atrativo e agradável será a interação.

Sexta-feira, 29 agosto 2008, 09:06

Olá Colegas!

Tenho observado uma questão em alguns comentários que precisamos refletir para reconstruírmos criticamente nossos conceitos acerca da educação a distância. Estamos ainda no início dos nossos estudos sobre essa modalidade educativa e, para muitos, essa é a primeira experiência em um Curso a distância e, por isso, é comum termos alguns pré-conceitos que, com toda a certeza, serão reconstruídos com o andamento de nossos diálogos (esse é nosso intuito, certo?!) .

Assim, como alguns colegas abordaram em seus comentários que no presencial as relações são mais intensas, que a qualidade das relações é mais qualitativa, gostaria de propor algumas questões para refletirmos acerca da interação em cursos presenciais e em cursos a distância:

- Enquanto alunos de um curso presencial, conhecemos todos os nossos colegas?

- Em uma aula presencial, consigo interagir com todos? Todos conseguem expressar suas opiniões?

- Quando estou em uma aula presencial estou dedicado 100% aos estudos?

- Quantas vezes meu corpo está ali na sala de aula, mas meus pensamentos estão no "mundo da lua"? Meus pensamentos não viajam pelo trabalho, pela família, pela(o) namorada(o), pela festa, pelo final de semana? Estou ali escutando realmente o que falam o professor e alguns dos meus colegas?

- Enquanto professor de uma disciplina presencial, consigo interagir com todos os meus alunos? Todos eles conseguem expressar suas opiniões em minha disciplina durante o semestre? Consigo conhecer os meus 60 alunos nos 17 encontros semestrais? Sei o nome de todos eles?

- A EaD descarta momentos presenciais?

- Em cursos a distância não interajo qualitativamente com os alunos?

- Na EaD em fóruns de discussão e em tarefas coletivas e individuais todos os meus alunos não expressam suas opiniões de forma crítica e argumentativa?

- Em cursos a distância, principalmente nos de longa duração (graduação e pós-graduação), não são criados laços de amizade que se estendem após o término do Curso?

Será que podemos dizer que a EaD é melhor ou pior do que o presencial uma vez que tratam-se de modalidades educativas que possuem apenas metodologias um pouco distintas? Será que aprendo com mais qualidade em cursos presenciais do que em cursos a distância?

Vamos pensar criticamente sobre os mais diversos ângulos dessas modalidades educativas? Vamos nos colocar no papel de aluno/professor de cursos presenciais? Vamos nos colocar no papel de aluno/professor da EaD? Vamos refletir?

Tenho certeza de que juntos reconstruiremos nossos conceitos, certo?!

Abraços a todos...

C

 

Neste comentário C deixa claro a importância do cursista expressar as suas inquietações, idéias, referenciais teórico-filosóficos. Assim, no decorrer do caminho tem muita liberdade para dar um ritmo próprio e trazer dúvidas, inquietações, reflexões que não estavam previstas. De forma que, através das interações, se  pode ir muito além, dos conteúdos iniciais planejados.

Gostaria de destacar que na interação com o conteúdo pelo menos três aspectos devem ser considerados: a questão do apoio acadêmico, apoio institucional ou administrativo e apoio emocional.

O primeiro, conforme Moraes (2004), é de natureza cognitiva e pode ser descrito como “comunicação sobre questões intelectuais”, está relacionado com o conteúdo específico e habilidades, envolve tutoria e feedback. O segundo aspecto tem a ver com o “lado prático dos estudos”, com comunicação sobre calendários, cronogramas, provas, etc. Este apoio institucional ou administrativo tem como objetivo facilitar o contato do estudante com a instituição de EAD e é muito importante que os papéis de cada ator devem ficar bem claros para aluno. O terceiro aspecto – emocional – ainda é pouco abordado na literatura, porém nas intervenções do tutor C fica bem claro – conforme Holmberg e Lundberg (1997) “(...) um colorido emocional adicionado ao texto vai auxiliar os alunos em sua aprendizagem. A linguagem deve ser descomplicada e direta (...)”.

Estes autores também  destacam que “interação para os estudantes a distância representa a diferença entre solidão e um certo “estar juntos”.

Masetto (2000), também aponta características da mediação pedagógica entre as quais considera importante destacar as que estão diretamente relacionadas com uma postura facilitadora da parte do professor/tutor, como: a abertura ao diálogo permanente; a orientação nos momentos de dificuldades técnicas ou de conhecimento; a proposição de situações-problema e desafios; promoção de intercâmbio entre a aprendizagem e a realidade social concreta; troca de experiências;(...).

Finalizando, em especial neste fórum, a participação dos cursistas foi muito intensa. Aconteceram discussões sobre diversos assuntos. A meu ver, o resultado de tudo que é realizado  “com os outros” é sempre mais eficaz e muito mais interessante do que ao fazê-lo sozinhos. Percebi a intenção do tutor C de provocar participação do grupo (cutucar mesmo) o que motivou a reposta voluntária, aliás, uma necessidade de resposta. Houve uma identificação com o grupo e a atuação do tutor foi excelente.

Referências:

MASETTO, M. T. Mediação Pedagógica. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M. T. , BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.

HOLMBERG, C. , LUNDBERG, M. Interaction: dimensions of content and context. International Council for Distance Education – ICDE, Pennsylvania, 1997. London: Routledge, 1995.

Moraes, Marialice. A monitoria como serviço de apoio na educação a distância / Marialice Moraes. – Florianópolis, 2004 230p. Tese (Dr. Eng.) – Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção.

 

 

 

 

 

 

Comments (1)

Vanda Rosane de Freitas Franco Conci said

at 8:12 pm on Jul 10, 2009

Comentário sobre Objetos de Aprendizagem da colega Miriam Klemann

Trabalho como tutora presencial no curso de Ciência Biológicas (modalidade EAD- formação continuada de professores) e, entre as muitas disciplinas que os nossos alunos- professores tem que cursar, está o pré-cálculo. Essa disciplina, sempre que é citada arrepia os alunos. Só de pensar nela eles já se encolhem e dizem não entendi. Esse “medo“ da matemática ou de aprender matemática parece estar enraizado e, com raízes muito profundas no âmago do sujeito. Depois da Instrumentalização para EAD, não deu outra, os alunos do curso de Ciências Biológicas, tiveram como primeira disciplina o pré-cálculo. E, as dificuldades em matemática se manisfetaram em quase todos eles, a maioria confirmou nos fóruns que odeia a matemática. Mas, de onde vem essas dificuldades em aprender ou entender a matemática? Penso que usar métodos errados ao começar o ensino da matemática, se apresenta como uma das prováveis causas desse fracasso.
Pensando nessas dificuldades, nossa colega Miriam, colocou como objeto de aprendizagem, um jogo : Qual é o número? Esse método virtual usado para iniciar os alunos no estudo da matemática, possivelmente não os traumatizará, porque toda criança adora jogos e se interessa por eles. Peters ( 2003 ) reflete sobre a nova atitude dos alunos e as novas atividades de aprendizagem que caracterizam os ambientes de aprendizagem virtuais, como aprender de um modo autônomo, desenvolver estratégias adequadas, utilizar e explorar os novos recursos de comunicação e desenvolver hábitos de auto-avaliação e metacognição observando e avaliando sua própria aprendizagem e nos alerta de que não podemos ignorar o legado pedagógico de 150 anos de experiência e aprendizagem assíncronas fora da sala de aula tradicional, em que teriam sido desenvolvidas muitas abordagens para a educação.

You don't have permission to comment on this page.